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A História da sela Wade
Quando a família de Clifford Wade
saiu do leste e foi para o Oregon, trouxe consigo uma
sela feita por um seleiro desconhecido.
Tom Dorrance nessa época, morava
na região de Wallowa, também no Oregon.
Coincidência ou não, era vizinho de Cliff
Wade.
Trabalharam juntos por um bom tempo apesar
de Cliff ser bem mais velho que Tom. Cliff montava a sela
que tinha herdado do pai e era super habilidoso em tudo
que fazia. Não importava se o trabalho era arrumar
cercas, ferrar cavalos, lidar com o gado ou domar os potros.
Tom o admirava muito e não perdia a oportunidade
de estar junto dele sempre que podia.
De acordo com Dale Harwood, grande seleiro
de Idaho, em 1939, Tom Dorrance levou a sela de Cliff
para a “Hamley & Company Saddle Shop”
na cidade de Pendleton que também ficava no estado
do Oregon, e pediu que fizessem uma sela nova copiando
a armação da sela velha de Cliff.
Um ano depois, Tom Dorrance, por não
estar satisfeito com a sela, voltou na Hamley para fazer
algumas alterações na sela. Trabalhou naquela
armação com Walt Youngman que na época
era conhecido como um artesão de alto nível
e fizeram algumas modificações.
Tom Dorrance, foi o primeiro psicanalista
empírico de cavalos e essa sela modificada o acompanhou
por toda sua carreira.
A Hamley fez mais algumas dessas armações
que Tom e Walt desenharam e quiseram chama-la de “Armações
Dorrance”, mas Tom quis que lhe dessem o nome de
Wade por que foi Cliff Wade quem a apresentou para aquela
região. Foi ai então que a “Hamley
& Company” começou a fazer algumas selas
usando as armações Wade. Em pouco tempo
ela era a preferida dos vaqueiros e buckaroos da Região
do Great Basin.(norte da Calfornia, Oregon, Idaho, Nevada
e Utha.)
Nos anos 50, Dale Harwood, ainda trabalhava
como buckaroo nos ranchos do norte de Nevada e Oregon,
como tinha muita habilidade para trabalhar com couro,
nas horas vagas fazia selas.
Dale Harwood credita ao Ray Hunt a popularização
da Wade, por que quando em 1961 ele abriu a sua selaria
no sul do Estado de Idaho, Ray pediu que lhe fizesse uma
sela Wade. Foi ali que começou a fama das Selas
Wade, por que, nas suas clinicas de Iniciação
de Potros & Horsemanship, através dos E.U.A.,
Canadá, e Austrália, Ray começou
a usar a sela que Harwood lhe fizera.
No entanto, existem muitas outras razões
para que a Wade se mantenha tão popular até
hoje. Ela assenta baixo na cernelha dos cavalos promovendo
a eles um maior conforto na hora de segurar animais pesados
quando laçados. O pito está posicionado
mais baixo e por isso não atrapalha a mão
do cavaleiro na hora de laçar. Outro aspecto importante
é que o pito tem 4,5 polegadas de diâmetro
e uma costura proeminente para fora que facilita na hora
de “Dally” (enrolar o laço para segurar
o animal laçado). Outra vantagem é a maneira
como ela assenta lombo do cavalo, permitindo toda sorte
de movimentos, sem atrapalhar. Não importa se é
subida e ou descida; ela não vai nem para trás
nem para a frente. Seu assento é super confortável,
os vaqueiros passam grande parte do dia sentados nela.
A sela original construída na
primeira armação Wade que Tom usava está
hoje com Jim e Luke Neubert. Brian Neubert, trabalhou
com Tom por muitos anos e Tom gostava muito dos meninos
e em 1989, lhes deu a sua sela de presente. Aquela mesma
que foi copiada pela Hamley & Company da sela original
de Cliff Wade e depois retrabalhada por Tom e Walt Youngman.
A Wade na Australia
A introdução da sela Wade
na Austrália também tem que ser creditada
ao Ray Hunt. Ele sempre usa uma sela finíssima,
feita por Dale Harwood, que não só impressiona
os participantes das suas clinicas como também
alguns seleiros. O fato é que isso exerceu e ainda
exerce uma influencia profunda em todos aqueles que freqüentam
suas clinicas.
Michael Bethel, famoso seleiro australiano,
ficou tão interessado na sela que viajou para os
EUA para aprender a refinar o seu trabalho com Dale Harwood,
que por sua vez percebeu naquele país um grande
mercado em expansão. Em 1992 passou um tempo na
Austrália ajudando seleiros e artesãos de
armações na arte da construção
da sela Wade.
Atualmente a sela Wade é uma das
mais populares selas westerns na Austrália. São
mais procuradas do que qualquer outro tipo de selas. Combinando
as habilidades especiais do artesão Warren Wright
nas armações e mais o refinamento de Michael
Bethel, cavaleiros e amazonas da Austrália tem
aproveitado os benefícios de estar usando uma sela
Wade.
A sela Wade no Brasil
Em 1998 Eduardo Borba viu pela primeira
vez uma Wade no vídeo “Starting Colts”
do Ray Hunt. Em 1999 fez uma clinica com Buck Brannaman
em Lewisburg, West Virginia. Buck Brannaman e a maioria
dos participantes usava a sela. Foi a primeira vez que
viu ao vivo uma Wade e se apaixonou imediatamente por
ela.
Em 2000 ele e sua esposa Dudi voltaram
para uma clinica do Ray Hunt desta vez na Virginia e novamente
a grande maioria das pessoas usando Wade.
Em 2002, o casal novamente voltou aos
E.U.A para duas clinicas do Buck Brannaman. Visitaram
a “Brigthon Feed & Saddlery” em Brigthon
Colorado e conseguiram uma armação Wade.
De volta ao Brasil, Borba escolheu a
Selaria Pithon do seleiro Domingos Bello, para cobrir
aquela armação e também tentar copiar
a armação e começar o seu desenvolvimento
aqui no Brasil. Desenvolveram algumas selas que hoje estão
espalhadas pelo Brasil afora.
Em 2005 depois de uma clinica de 40 dias
com Martin Black, em Jordan Valley, Oregon a Dudi comprou
a sela que usou durante a clinica. É uma Wade feminina,
chamada Mc Call, mais leve e confortável para as
mulheres.
A partir de 2007 o Projeto Doma fez uma
parceria com a Circulo R Selas para continuar o desenvolvimento
da Wade no Brasil. O Raul Martines, titular da Circulo
R tem alguns contatos com seleiros norte americanos e
isso tem ajudado muito no desenvolvimento da sela.
A parir do segundo semestre de 2007 vamos
poder estar oferecendo para todos os interessados, o que
há de melhor em selas para o trabalho, lazer e
esporte. A Wade Doma, made in Brazil. |